domingo, 11 de dezembro de 2011

TIPO DE CARA

Sabe aquele tipo de cara pra quem ela sempre liga quando precisa de um ombro amigo pra chorar?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que, quando ela tem uma novidade, conta pra ele, pois torce MUITO por ela?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que, quando ela 'tá mal, ele tem as palavras exatas que vão consolá-la?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que ela adora ter por perto, pois a faz rir bastante?
Sou eu.

Sabe aquele tipo de cara que ela JAMAIS vai ficar porque ele é "legal demais"[!]?
Pois é... Sou eu. ¬¬'

sábado, 19 de novembro de 2011

SIMPÁTICO

Sentado, ele olhava a paisagem pela janela do ônibus. Usava fones nos ouvidos.
Uma mulher que estava sentada ao seu lado, o cutucou e disse:
- Eu não ‘tou conseguindo ouvir.
Ele olhou para ela, fez um gesto para indicar que não tinha entendido.
Ela o cutuca novamente e repete:
- Eu não ‘tou conseguindo ouvir.
Tirou os fones dos ouvidos.
- O que a senhora disse?
- Que não ‘tou conseguindo ouvir.
- O quê?
- O que ‘cê ‘tá ouvindo.
- Isso deve ser porque os fones estão nos meus ouvidos, não? – ironizou.
- Sim, claro. Mas mesmo assim, sempre dá pra ouvir um pouquinho. Eu gosto de saber o que as pessoas ouvem.
- Ah. – disse sem mostrar nenhum interesse. - Acontece que a senhora não ‘tá conseguindo ouvir porque eu não ‘tou ouvindo nada. Na verdade, eu detesto música! ‘Tou apenas com os fones.
- E por que faz isso? – perguntou curiosa.
- Para evitar que as pessoas puxem conversa comigo. Odeio falar com desconhecidos. Não tenho paciência e nem gosto de parecer simpático.
Ela deu um sorriso forçado. Olhou à sua volta, viu um lugar vazio e foi sentar lá.
Ele colocou novamente os fones nos ouvidos e continuou a observar a paisagem pela janela. Em silêncio.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

DUPLO

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sábado, 5 de novembro de 2011

OS OLHOS MAIS TRISTES DO MUNDO

- Você é feliz? – perguntou assim, à queima roupa.
A pessoa que levou o tiro-pergunta, que por sinal, não o conhecia – só estava sentada ao seu lado por mera casualidade da vida –, olhou para ele, para ter certeza s’ele falava com ela ou se falava sozinho.
Aproveitando qu’ela olhava pra ele, repetiu a pergunta:
- Você... É feliz?
Ficaram por um tempo se olhando. Um tempo dilatado. Que se estendia além do habitual.
A pessoa percebeu qu’ele tinha os olhos mais tristes do mundo. Depois se perguntou como sabe isso já que não conhece todas as pessoas do mundo. Mas numa súbita convicção, disse a si mesma que, se conhecesse todas as pessoas do mundo, com certeza, ele teria os olhos mais tristes de todas.
- Não sei. – respondeu cheia de hesitações.
- Eu não sou. – disse. - Você é feliz? – perguntou mais uma vez, ignorando a resposta anterior.
- Já disse, não sei. Acho que não é uma coisa constante. Tem dia que ‘cê ‘tá, e dia que não. Não dá pra ser o tempo todo. Eu acho.
- Eu não sou. – repetiu.
- E o que é que te faz infeliz? – perguntou e se surpreendeu consigo, pois detestava conversar com estranhos.
- Eu não sou infeliz.
- Mas você disse que...
- Disse que não era feliz.
- E...?
- Não sou infeliz. Apenas me falta felicidade. Vejo casais de mãos dadas; crianças correndo atrás de borboletas ou de outro bicho qualquer; homens de negócios dentro de seus carros importados indo, às pressas, para alguma reunião; cachorros roendo ossos; religiosos indo para seus templos... Todos, ao seu jeito, dentro do que anseiam, sentindo-se felizes.
Ficou em silêncio por um tempo, depois continuou:
- Eu, não.
Os olhos mais tristes do mundo brilharam, mas não pareciam que iriam chorar. A pessoa teve medo que isso acontecesse, pois não saberia como deveria reagir.
Pensou que, se falasse uma frase de efeito, talvez, pudesse ajuda-lo. A frase não veio.
Continuaram em silêncio.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

O FIM

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sábado, 29 de outubro de 2011

PSICÓLOGO

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

THE ONE

- Fico me perguntando como será quando eu arranjar outra namorada...
- Que é que tem?
- Como é que vou arranjar outra se não consigo esquecê-la.
- Esquecer quem?!
- “Ela”.
- Que “Ela”?
- A “The One”!
- “A” “’The’ One”?
- ‘Cê entendeu. Não faz graça...
- Não existe “The One”, velho.
- Claro que existe!
- Não, não existe.
- E existe o quê?
- Um amálgama de todas as ex-namoradas.
- Hum... E a Patrícia?
- Não fala na Patrícia, porra!!
- Ainda dói?
- Dói!
- Pensei que ‘cê tinha dito que não existe “The One”.
- Sempre existe. Sempre.

sábado, 22 de outubro de 2011

sábado, 15 de outubro de 2011

AMOR ADOLESCENTE

- Vontade de viver um amor adolescente...
- Mas você já tem trinta anos.
- Não disse que quero ser adolescente. Disse que quero viver um amor adolescente.
- Ah, quer namorar uma adolescente? Isso é pedofilia.
- Não quero namorar uma adolescente, seu chato!! Disse que quero viver um amor adolescente!!! Sabe, aquele lance de amar desordenadamente!! Achar que aquele amor será pra sempre e o mais importante de todos!! Essas coisas...
- Hum. Então, quer pensar e agir feito um idiota. É isso?
- Você ‘tá impossível hoje.

sábado, 9 de julho de 2011

ANIVERSÁRIO

Vai-te embora, Dia que insiste em não acabar.
O que ainda fazes aqui?
Sabes que não és bem-vindo.
Pois trazes em tua boca o gosto do passado.
E como um Judas sádico, beija-me
Fazendo lembrar-me daquela que amei
E que a Foice arrancou-a dos braços meus.
Tuas vinte e quatro badaladas ecoam em minh'alma vazia.
Dói.
Vai-te embora, Dia cruel.
Por que insistes em não acabar?

segunda-feira, 4 de julho de 2011

BEIJO

No final das contas, um beijo sem Amor só tem gosto de saliva.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

GÊNESIS

No Princípio era o Verbo.
Depois fez-se a LUZ.
Aí alguém gritou:
"CÂMERA! AÇÃO!"

segunda-feira, 18 de abril de 2011

PALAVRAS

Antes, escrevia palavras de amor.
Hoje, escrevo palavras de dor.
Amanhã, escreverei apenas palavras.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

DIA DO BEIJO

Ontem foi o "Dia Internacional do Beijo" e eu não beijei ninguém. Fico me perguntando como é que vai ser quando for o "Dia Internacional do Sexo"...

MEU AMIGO PSYCHO, IV


sexta-feira, 25 de março de 2011

PENSAMENTO DO DIA

"Tivesse ele mantido um diário de dor, o único registro teria sido a palavra: eu"


Philip Roth

segunda-feira, 21 de março de 2011

CÂNCER

Corrói o meu peito. Dói. Queima.

[Penso que é um câncer]

Minhas mãos tremem e suam.
A vista embaça.
As pernas fraquejam e me apóio na parede para não cair.

[Sinto que é um câncer]

E dentro de mim há uma explosão.
Me inclino.
Abro a boca e jorra quente: "Sim, eu estou com ciúmes!"

[É um câncer]

segunda-feira, 14 de março de 2011

VAZIO

Ele não entende por que as pessoas sofrem tanto por amor! No seu caso, por exemplo, sempre resolveu isso bem. Afinal, soube preencher sua vida com muitos vazios.
Noites insones em festas barulhentas, regadas a beijos insípidos de mulheres sem rostos. Gozos efêmeros entre coxas insossas.
Ergue a taça cheia, brinda à solidão, e traga toda a amargura contida naquele líquido que desce rasgando a garganta. Diz que tem gosto de vida e dá uma cusparada.
Logo mais o estômago protesta fazendo-o regurgitar pedaços daquela que o completava. Agora é um meio-homem. O sobejo no canto da boca é tratado com mais atenção que sua inabilidade de manter um relacionamento.
E num lampejo de meio-sobriedade, vê, sente, sabe, que o buraco em seu peito está mais largo, mais fundo e mais dolorido...

quinta-feira, 10 de março de 2011

ENCONTRO

O "olá!" é dito sem o entusiasmo de outrora. Não parece haver interesse nas perguntas. Tudo é mecânico... "Como vai?"; "E o trabalho?"; "'Tá tudo bem?"... Apenas cumprindo uma formalidade.
Por fim, a conversa se resume ao valor do cartão de crédito que deverá ser pago até o final do mês.
E o "tchau" é falado com alívio...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

EU SÓ QUERO QUE

Alô. Hã? Nossa, você?! Não. É qu'eu 'tava justamente pensando em te ligar. Ah, sabe como é... Hum. Sei lá. Acho que é solidão. Apesar de não me preocupar com isso, mas tem dia que. Sabe como é...
Não, não se trata de sexo. Ou melhor, não é só sexo. Claro qu'eu quero fazer sexo. Mas eu quero mais. E tem dia que. E esse "mais"? É, eu quero com você. Tudo com você sempre é melhor. 'Tá, nunca consegui evitar ser meloso. Mas você gostava . Eu lembro. Engraçado... Falar em "lembrar" dá a impressão que esqueceu e um dia pá!, veio. Acho que o correto deve ser "eu penso". Assim fica a ideia de algo constante.
O "mais" qu'eu quero? Ah, sim, já 'tava divagando. Você se divertia quando eu divagava. Tem razão, isso era antes.
No fim das contas, o que aconteceu com a gente, hein? O que restou?
Ah, claro, o "mais". Claro! Bom, acho que muito mais do que sexo, eu quero a tua alma. Isso! Tua alma!
Como assim 'tou falando parecido com o diabo?!
O qu'eu quero dizer é que quero fazer amor com a tua alma.
Eu não tenho alma?!
Não diz isso! Claro que tenho. Sabe como é... Eu só, às vezes, sou meio que.
Sabe o qu'eu penso? Que você nunca foi minha. 'Tou certo, né?
Preciso de ti.
Eu sei, eu sei. Eu lembro muito bem que naquele dia disse que não precisava de ninguém pra ser feliz e bati a porta. E realmente não preciso. É só que.
Olha, só preciso de ti e pronto. Não precisamos filosofar ou discutir o sexo dos anjos e.
Não, eu não só falo em sexo, porra!
Ok, ok, me desculpa, por favor. Sim, eu sempre sou estúpido. Mas tenta se colocar no meu lugar, poxa. Eu só quero que.
Mas você deve 'tá sentindo falta também, afinal, foi você quem ligou.
Hã?! Você o quê?! E pra que diabos você me ligou pra dizer isso?! Como assim é melhor saber pela sua boca do que pela boca dos outros?! Pois eu preferia saber pela boca do demônio!!! Uma notícia dessas nunca vai deixar de ser ruim, caramba!!
Não! Eu não sei como é!
Hein? Desligar? 'Tá. Tchau. Hã? Ah, certo, adeus...

Tudo o qu'eu queria era que.